A verdade é que eu nem imaginava... Nem mesmo nos primeiros meses que fiquei responsável pela ronda ou pelo auxílio na produção de algumas pautas, não saberia o quanto o convívio com os profissionais da TV Alterosa me acrescentaria em termos de aprendizado, experiência e feeling jornalístico.
Aos poucos fui pegando o espírito da coisa. Aprendi a transformar todas as idéias que borbulhavam na minha cabeça em pautas práticas e precisas que, mais tarde, vivariam grandes matérias. Mas ao mesmo tempo, descobri que nem sempre uma boa idéia rende uma boa pauta e às vezes uma boa pauta pode não virar uma matéria de destaque. Em TV, trabalho em equipe resume tudo. Para produzir o telejornal de cerca de 20 minutos que vai ao ar faça chuv
a ou faça sol, é necessário uma soma de muitos esforços.
Ali dentro do prédio 79 da rua Rei Alberto, no centro de Juiz de Fora, conheci e convivi com pessoas dos mais diversos estilos, características, personalidades, competências e defeitos. Muitos caciques, poucos índios. Muita atividade, pouco descanso. Muita adrenalina, que às vezes se transformava numa explosão esfusiante de euforia e não raras outras tantas, numa ansiedade e num nervosismo capaz de corroer o estômago de qualquer um.
Ali, aprendi muito sobre televisão, jornalismo, reportagem... Aprendi a operar o gerador de caracteres e a fazer a coordenação de programação. Aprendi a sobreviver no mercado de trabalho: cheio de tramas e redes que precisamos aprender a nos desvencilhar. Aprendi a desvendar pessoas e os objetivos por trás das atitudes delas. Aprendi a ouvir. Aprendi que dentro da loucura sã daqueles profissionais ativos e criativos existe uma imensa gama de possibilidades com as quais podemos criar grandes coisas ou destruí-las, se não soubermos canalisar as energias.
Do muito que aprendi, tan
to que nem consigo descrever nesse texto, apenas comprovei o quanto é apaixonante ser jornalista. A cada dia, a cada nova experiência, a cada vez que todos os planos se diluem em questão de segundos e uma nova ordem se impõe (ou uma nova desordem), os olhos brilham, o sangue ferve e um dia comum pode virar algo muito emocionante ou desafiador, como pode ser parte de uma lição de vida. Lidar com diferentes pessoas, milhares de histórias de todos os tipos e saber que, no fundo, somos a esperança de tantas delas é uma tarefa muito especial.
Depois desses oito meses de muito trabalho, cansaço, problemas e muitas soluções, risos, alegrias e conquistas, o mínimo que eu poderia fazer é agradecer a cada um de vocês que fazem parte da TV Alterosa. À Regina Ramalho, minha grande amiga; ao Fagundes, o cara mais gente boa que eu conheço; ao Evandro, uma grande pessoa e um ótimo repórter; à Lili, pelas muitas oportunidades; ao Daniel, por ser meu parceiro de aprendizagem; à Flavinha, por comprar muitas das minhas idéias; ao André, ou chefe, por ser sempre tão compreensivo; ao Léo, meu irmãozinho querido; à Martinha, Flaviane, Vivian, Leiliane, Nicole, Gleice e Rafa pelos momentos de alegria (principalmente na mesa do café); à Kelly, pelas muitas dicas; ao Abraão, pela simpatia; à Lurdinha, minha colega de quarto, pela felicidade de sempre; ao João, pela preocupação comigo; à Michele e ao Robson, os repórteres do factual; ao Thiago, Davi, Renan, Douglas, Patrícia, Magrão... Esse "estágio" da minha vida, ao lado de todos vocês, foi realmente especial.


