quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

À TV Alterosa, meu muito obrigado!

Quando recebi a notícia de que havia sido selecionada para o estágio na TV Alterosa fiquei estonteante. Não pelo salário ou pelo que quer que eu fosse fazer lá dentro, mas pela minha vontade incessante de apreender tudo que eu conseguisse sobre o jornalismo televisivo. A rotina do repórter e da produção (ou a falta de rotina), a loucura de correr para onde for atrás de uma boa notícia e o desafio de transmitir os acontecimentos mais complexos em pouquíssimos minutos.

A verdade é que eu nem imaginava... Nem mesmo nos primeiros meses que fiquei responsável pela ronda ou pelo auxílio na produção de algumas pautas, não saberia o quanto o convívio com os profissionais da TV Alterosa me acrescentaria em termos de aprendizado, experiência e feeling jornalístico.

Aos poucos fui pegando o espírito da coisa. Aprendi a transformar todas as idéias que borbulhavam na minha cabeça em pautas práticas e precisas que, mais tarde, vivariam grandes matérias. Mas ao mesmo tempo, descobri que nem sempre uma boa idéia rende uma boa pauta e às vezes uma boa pauta pode não virar uma matéria de destaque. Em TV, trabalho em equipe resume tudo. Para produzir o telejornal de cerca de 20 minutos que vai ao ar faça chuva ou faça sol, é necessário uma soma de muitos esforços.

Ali dentro do prédio 79 da rua Rei Alberto, no centro de Juiz de Fora, conheci e convivi com pessoas dos mais diversos estilos, características, personalidades, competências e defeitos. Muitos caciques, poucos índios. Muita atividade, pouco descanso. Muita adrenalina, que às vezes se transformava numa explosão esfusiante de euforia e não raras outras tantas, numa ansiedade e num nervosismo capaz de corroer o estômago de qualquer um.

Ali, aprendi muito sobre televisão, jornalismo, reportagem... Aprendi a operar o gerador de caracteres e a fazer a coordenação de programação. Aprendi a sobreviver no mercado de trabalho: cheio de tramas e redes que precisamos aprender a nos desvencilhar. Aprendi a desvendar pessoas e os objetivos por trás das atitudes delas. Aprendi a ouvir. Aprendi que dentro da loucura sã daqueles profissionais ativos e criativos existe uma imensa gama de possibilidades com as quais podemos criar grandes coisas ou destruí-las, se não soubermos canalisar as energias.

Do muito que aprendi, tanto que nem consigo descrever nesse texto, apenas comprovei o quanto é apaixonante ser jornalista. A cada dia, a cada nova experiência, a cada vez que todos os planos se diluem em questão de segundos e uma nova ordem se impõe (ou uma nova desordem), os olhos brilham, o sangue ferve e um dia comum pode virar algo muito emocionante ou desafiador, como pode ser parte de uma lição de vida. Lidar com diferentes pessoas, milhares de histórias de todos os tipos e saber que, no fundo, somos a esperança de tantas delas é uma tarefa muito especial.

Depois desses oito meses de muito trabalho, cansaço, problemas e muitas soluções, risos, alegrias e conquistas, o mínimo que eu poderia fazer é agradecer a cada um de vocês que fazem parte da TV Alterosa. À Regina Ramalho, minha grande amiga; ao Fagundes, o cara mais gente boa que eu conheço; ao Evandro, uma grande pessoa e um ótimo repórter; à Lili, pelas muitas oportunidades; ao Daniel, por ser meu parceiro de aprendizagem; à Flavinha, por comprar muitas das minhas idéias; ao André, ou chefe, por ser sempre tão compreensivo; ao Léo, meu irmãozinho querido; à Martinha, Flaviane, Vivian, Leiliane, Nicole, Gleice e Rafa pelos momentos de alegria (principalmente na mesa do café); à Kelly, pelas muitas dicas; ao Abraão, pela simpatia; à Lurdinha, minha colega de quarto, pela felicidade de sempre; ao João, pela preocupação comigo; à Michele e ao Robson, os repórteres do factual; ao Thiago, Davi, Renan, Douglas, Patrícia, Magrão... Esse "estágio" da minha vida, ao lado de todos vocês, foi realmente especial.













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